quarta-feira, 22 de julho de 2009

Trilha:

C_MPL_TE - Móveis Clonias de Acaju
Este último disco da banda Móveis coloniais de Acaju, realmente surpreende com músicas onde a cozinha pop - baixo, guitarra e bateria, cria uma unidade íncrivel com solos de metais,
proporcionando uma melodia super empolgante, as letras são apenas retalhos que completam um conjunto coeso e super radiofônico.
O mérito do disco ter alcançado um total domínio da limguagem pop é do produtor Carlos Eduardo Miranda - aquele mesmo, o "gaúcho figurão", mas o sucesso se deve mesmo aos integrantes da banda, que são verdadeiros "músicos operários". A banda funciona como uma verdadeira empresa, a própria banda organiza seu festival, produz e vende seus produtos - discos, camisetas e acessórios, e planeja toda a sua turnê.
A enchurrada de boas críticas da mídia musical é consequência do talento e muito trabalho dos músicos que fazem da banda um exemplo do novo mecânismo do mercado musical. A relação com o público o atrai para o show, e um bom show garante muitos fãs, esta é a receita dos brasilienses.
Todas as faixas do albúm estão disponíveis gratuitamente pela trama virtual no site da banda, que a propósito, é muito bom, bem recheadinho e atualizado.
Divirtam-se:

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Aos amigos

..."Eletrodiálogo"...
por Leo Sodré

Esse papo heterodoxo é coisa do passado..
Quem inventou o plano real, quem controlou a inflação ? Antes disso as pessoas desfavorecidas, que não tinham acesso à bancos, assim que recebiam o pagamento tinham que correr pro supermercado senão seu dinheiro perdia valor em menos de 1 mês.
Neoliberalismo é o caminho .. não se pode dar poder ao governo que só demonstra corrupção e descaso. As empresas privadas beneficiam mais a nação.
...


Obs: Este foi o email que eu recebi de um amigo. Ele é uma resposta a outro que eu o enviara falando sobre o poder das redes sociais na conquista da recontagem dos votos nas eleições Irãnianas. Neste email tinha um link para uma reportagem sobre o assunto, e uma sugestão minha aos amigos, para que utilizemos estas ferramentas, para não pararmos num liberalismo descontrolado.

A tentativa de tornar pública esta mensagem que me foi enviada, não é de nenhuma forma travar um debate blogstíco com o meu amigo, mas deixo esta ferramenta à disposição como direito de resposta. Até porque para uma batalha ideológica o Twitter é muito melhor! Olha ele aí de novo, o principio de toda essa conversa. E por falar em principio, esclareço ao amigo que estou longe de ser uma pessoa heterodoxa, - sou prático ao extremo! Temos que observar a história para percebermos aonde nos levou as diversas práticas econômicas ao redor do mundo. Pura praticidade! Ta aí, leia o noticiário! Nada é mais contemporâneo que o noticiário.
Não acho que o liberalismo seja algo ruim, de forma alguma. Tudo é saudável na medida certa, ainda mais se tratando de liberdade. Não podemos desmontar uma estrutura política corrompida e criarmos um sistema econômico quase que “anárquico”, porquê, controlar a tirania dos humanos nos dará muito trabalho, olha o exemplo da política, você acha que aquelas “figuras” lá representam quem? O poder econômico claro, que financiam suas ” poluídas campanhas”. Precisamos é de uma reforma política urgente, uma “lavagem de ética” na praça dos três poderes, inclusive no nosso judiciário que nos enche de vergonha com a figura do Ministro Gilmar Mendes.
Eu gosto muito das empresas privadas meu amigo, elas tem um papel fundamental na sociedade moderna. Desejo que elas não parem de crescer, e com isso possam desempenhar uma importante função na sociedade no sentido de dignificar o cidadão com o trabalho. O que eu desejo é que elas sejam enormes, mas que não fiquem nas mãos de poucos. É incabível aceitar que existam paraísos fiscais. Eles não representam nenhum fator positivo, além de serem um ótimo lugar pra esconder o dinheiro público e os proventos da sonegação. As empresas públicas e privadas, tem um papel crucial no desenvolvimeto social, elas precisam investir cada vez mais em cultura e lazer para que o trabalhador não se torne um alienado pela jornada de trabalho, temos melhorado muito em relação a isso no mundo inteiro, mas precisamos mais, é necessário reformularmos e profissionalizarmos o trabalho das Ongs financiadas por ambos os capitais, criarmos um projeto de expansão e regulamentação das cooperativas no mercado de prestação de serviços, para que então possamos solidificarmos a economia social em nosso país, que ela cresça em intensidade e proporção com as economias públicas e privadas. Este modelo de economia mista é o que tem dado mais certo, os países que alcançaram este equilíbrio detém os maiores índices de qualidade de vida, à exemplo o norte Europeu (Dinamarca, Suíça, Finlândia, Noruega, Holanda...). Nosso potêncial interno de bens naturais e nosso mercado é infinitamente maior, basta oferecermos poder de consumo e produção sustentável para nossa nação.

Vamos nos reinventar, e o ponto de partida quem sabe não pode ser o twitter! Era esta mensagem de prosperidade que eu sugeri as diversas pessoas presentes nas redes sociais. Espero que possa ter esclarecido ao meu amigo as minhas intenções, e lembrar que a era Lula está longe de ser o modelo ideal de governo. Nós caminhamos bastante em diversos sentidos, mas agora precisamos caminhar mais, não podemos ficar parados observando essa briguinha de “cumadres” entre o PT e os tucanos, que a propósito, lembrado pelo meu amigo: na implantação do plano real, o momento político exigia uma reformulação econômica para se reerguer da crise da era Collor. Oportuno o momento, e com um projeto econômico bem elaborado, que foi lançado durante o governo Itamar Fraco, pelo então ministro Fernando Henrique Cardoso, que após se eleger presidente apoiado neste mérito, em oito anos de governo vendeu tudo que deu pra vender. Reeleger os petistas é permanecer parados, estagnados na mesma situação, andando em torno de si, eleger os tucanos é atraso, retrocesso, é andar para traz. Vamos seguir para frente navegantes! Twitter! Twitter! Twitter!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Democracia = Oxigênio

Após derrubada a lei de imprensa! A democracia “respira”.
por Leo Sodré

Uma das últimas legislações do período da ditadura que ainda vigorava, foi derrubada num julgamento histórico. Considerando que a lei de imprensa era inconstitucional, sete dos onze ministros do STF - supremo tribunal federal decidiram que a lei era incompatível com a democracia e com a constituição em vigor, que no atual processo político permanecia de forma inconstitucional.
A lei criada no período da ditadura militar, previa penas de detenção mais rigorosas para os jornalistas que cometessem crimes de calúnia, injúria e difamação em relação aos demais réus que não pertencessem a imprensa. Por já haver um projeto em tramitação no congresso para regulamentar o direito de resposta, prerrogativa já presente na constituição federal, o supremo decidiu que, os casos que envolvem jornalistas deveram ser julgados baseados na constituição e nos códigos penal e civil.
Mesmo com o presidente do supremo –Gilmar Mendes reivindicando que continuassem a vigorar artigos da lei que estabelecem regras para o requerimento e a concessão do direito de resposta, os demais ministros decidiram que a lei deveria ser derrubada por completo. Gilmar Mendes chegou a usar o caso da escola base para convencer seus colegas- o caso que ocorreu em São Paulo em 1994, onde diversos veículos de comunicação publicaram reportagens sobre um suposto abuso sexual sofrido pelas crianças que estudavam na escola, e que depois das publicações nada foi provado. Segundo o ministro que preside a casa “a mídia produziu manchetes sensacionalistas”, mas os argumentos não surtirão efeitos na decisão dos seu colegas.
Os ministros decidiram por sete votos a quatro, derrubar definitivamente a legislação presente desde os tempos tenebrosos da ditadura militar. O ministro Carlos Alberto Menezes Direito chegou a afirmar que, "a liberdade de imprensa não se compra com uma lei feita com a preocupação de restringi-la".
De novo Gilmar Mendes tenta nos sufocar...
...mas algum tipo de oxigênio democratico ainda nos alimenta!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pedaços de um Tempo

O Andarilho
por Alessandro Lo-Bianco

Às vezes, nada é simples e não são todos que percebem as
coisas. Então, elas vão continuando devagar e aos pouquinhos. Quando tudo está bem ou quando tudo é novidade, ninguém percebe que as coisas podem mudar. E, aí, vão inexistindo cada vez mais valores nas coisas simples.
Milhares de coisas vão continuando devagar e aos pouquinhos. Algumas coisas sempre vão aparecendo tirando outras do lugar. E, por saber, prefere deixar tudo como está. Queria levar isso sempre com ele. As coisas sempre poderiam mudar pro seu lado. Às vezes, bastava precisar de alguém para sentir-se só. No entanto, era sempre pior quando se sentia só para precisar de alguém. Então, o mundo ia girando e as coisas continuavam devagar e aos pouquinhos.
Ele sempre saía de perto quando algo acontecia e, de longe, preferia imaginar e fazer mil sugestões. Mas com os pés no chão, sabia sempre, ao seu jeito, voltar à vida. Bendito seja a existência do seu jeito! Bendito seja a existência de muitos jeitos! Graças a eles que as coisas iam acontecendo, devagar, mas iam.
Ele sabia sempre como desviar. Já havia, no entanto, passado por coisas parecidas antes. A cada dia ele renovava seu destino fazendo uma promessa. Usava uma promessa de cada vez para se perdoar. E eram momentos próprios e transformadores de sua vida. Algumas poucas coisas naquele momento bastavam para si. Era assim que ele sabia como deixar o seu tempo continuar. Sabia como encaixar as devidas coisas nos seus respectivos lugares. Andar só seria sempre algo próprio da sua natureza e ainda era possível encontrar outras pessoas sozinhas também.
Sabia, então, do seu jeito, retribuir para si todos os seus sentimentos. Assim terminou, assim ficou esquecido e assim vive. Assim, ele ainda caminha para que um dia essa narrativa termine, para que, enfim, outra se inicie. No entanto, será sempre um alguém com histórias pra contar. Sempre existirão coisas para serem lembradas por ele. Bastaram apenas alguns valores. Optou por não se contaminar. Sua honestidade fez com que ele ficasse ao lado da verdade. Se tivesse algo reservado para ele em algum lugar, com certeza, estaria ao lado que optou por ficar. Levar a vida dessa maneira custava caro...por ser livre! Dali governava seu destino e lhe reservava coisas isentas de ilusões.
No final das contas, ele sempre gostou mesmo foi de cair, olhar ao redor, levantar, seguir em frente, aprender, olhar pra trás e seguir em frente novamente. Fazia, no entanto, ao seu jeito, sem deixar se contaminar, mesmo que isso lhe custasse um preço caro a pagar. Mas, pelo menos, assim as coisas iam acontecendo, ao invés de apenas continuarem devagar e aos pouquinhos.

...
"Pedaços de um Tempo" é um trabalho sensível de imagens com textos do amigo jornalista Alessandro Lo-Bianco. Despertam-se, aqui, impressões, a partir de nossas próprias interpretações e subjetividades.
http://www.alessandroimpressoes.blogspot.com/

Trilha:

Este segundo disco do compositor e multiinstrumentista
Luciano Nakata (mais conhecido como curumim), vem nos encher de astral com uma levada bem brasileira que nos torna íntimos ao seu som já nos primeiros acordes. Descendente de japoneses, o que contribuiu como inspiração para o título do seu segundo trabalho que é homônimo ao de um programa de karaokê protagonizado por descendentes de japoneses que curumim assistia na TV quando criança. Esse novo disco vem recheado de ponta-á-ponta com a sua contagiante levada, fundida aos ritmos da black music e beats eletrônicos, o diferencial que faz o seu som soar pura "brasilidade urbana". Relaxe e aumente o som:

Saiba mais:
http://www.myspace.com/curumin

domingo, 15 de março de 2009

"Eu vi o Brasil na TV!".


Ique, hoje no Jornal do Brasil


Qualquer, crônica.
por Leo Sodré

Acabo de assistir a visita do sucessor ao trono do reino unido, o príncipe Charles e a sua ex-amante, atual esposa, e pseudo-princesa Camila Parcher, a um projeto social assistido por um conterrâneo seu na comunidade da Maré aqui no Rio de Janeiro. A recepção, como não poderia deixar de ser se tratando de Brasil, foi extremamente calorosa, com direito a passistas e roda de capoeira que deixou a comunidade em fervorosa. Não que a comunidade da Maré não possa ter representado bem a nossa cidade na memória de seu ilustre visitante, mas não seria uma experiência bem mas antropológica para o príncipe caminhar pelas ladeiras de Santa Tereza, passear pelo centro da cidade e tomar o metrô na estação da cinelândia rumo ao hotel de luxo em que está hospedado na zona Sul da cidade? Acho que essa experiência de transitar pelas “veias” da cidade poderia trazer certa fobia ao nosso amigo, sem contar que apoiar quem faz trabalho social num país subdesenvolvido vai cair muito melhor a sua imagem junto aos seus conterrâneos, o que se tratando de família real britânica vale mais do que qualquer experiência de conhecer as histórias, as vivências e relações dos habitantes da cidade maravilhosa.
Algo que poderia ter pesado bastante na decisão do príncipe de preferir comitivas ilustres à aventuras antropológicas pela cidade é que ao entrar no metrô na estação cinelândia rumo a Zona Sul poderia ser abordado por policiais que certamente não iriam te confundir com um terrorista, mas com um traficante internacional de drogas que provalvelmente estava na cidade a negócios. Nossos policiais jamais atirariam nesse senhor de traços saxônicos como fizeram com o nosso conterrâneo em terras britânicas, certamente ao aborda-lo antes mesmo de pedir explicações sobre a que se dava sua presença em terras tupiniquims, lhe pediriam que os ajudassem com qualquer "trocadinho" pois os policiais brasileiros ganham muito pouco e além disso tem família e filhos que dependem de sua humilde renda. Seria uma ótima oportunidade para o lord inglês exercer sua solidariedade, mas não valeria a pena tal façanha, já que o circuito interno de tv do Metrô Rio não está conectado a BBC.